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A crise é para todos

Standard & Poor´s, Moody, Fitch Rating, ao lermos ou ouvirmos notícias de que agências de classificação de risco, com esses nomes aristocráticos, a maioria de nós brasileiros pensa que o impacto da avaliação delas no Brasil se restringe aos grandes investidores, e que são sazonais.

Se a crise econômica já causava o aumento dos índices de inflação e desemprego, o rebaixamento do país pelas agências impactam diretamente na alta do dólar, afetando duramente o consumidor de uma forma muito mais grave do que se imagina.

A queda da credibilidade da economia torna o país desinteressante para os fundos internacionais que, por consequência, suspendem seus investimentos no Brasil, a redução da entrada de dólar eleva a taxa de câmbio, e continuando esta cadeia de desmantelamento social do país, encarecem os produtos importados e os fabricados com matéria-prima estrangeira.

O símbolo deste impacto no cidadão brasileiro é o pãozinho, produto presente na mesa de todos nós, e cujo preço 25% dependem da variação do preço do trigo, que é importado, e já subiu 8,1% neste ano. Com o aumento do dólar os commodities começam a subir e demais itens, como combustíveis e alimentos, também sofrem essa influência, impactando diretamente na inflação, ou seja, dólar em alta representa mais inflação.

O rebaixamento do Brasil não compromete apenas o governo, grandes corporações econômicas são arrastadas nesta senda de desgraças, 24 empresas e 12 bancos foram comprometidos, como Eletrobras, Itaú, Banco do Brasil e diversas concessionárias de rodovias, são postos de trabalhos que se fecham, chefes de família que amargam a falta de perspectiva de buscarem uma alternativa.

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