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Estado pretende privatizar Codemig

O governo do estado de Minas Gerais pretende dividir a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) em duas. A Codemge, recém criada, ficaria com a área de economia criativa, exploração de águas minerais em Cambuquira e Caxambu e aeroportos. Já a outra parte, que continuará como Codemig, ficaria com a exploração de Nióbio.


A estratégia do governo mineiro tem como objetivo a venda de 49% da Codemig que, com a separação, valeria R$8 bilhões. Assim, a verba da venda seria utilizada para quitar dívidas e pagar os salários atrasados dos servidores.
O banco Itaú e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) são os principais interessados na venda da companhia. Atualmente, 25% das receitas da empresa vêm da extração de nióbio pela CBMM.


A oposição, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, acusa o governo de vender a parte lucrativa da companhia e ficar com a parte não rentável, apenas para gerar renda para o caixa estadual. Para os deputados da oposição, o governo estaria se desfazendo de um patrimônio de Minas Gerais.


Segundo o deputado João Leite, o governo “pegou a parte da Codemig responsável pelo Nióbio, pelo lucro, pelo dinheiro, e deu para os empresários”. Para ele, o governo estadual está deixando de lado os servidores e entregando o dinheiro nas mãos da iniciativa privada.


O projeto precisa ser aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A oposição, por sua vez, tem como estratégia obstruir a votação e promete continuar impedindo o andamento dos trabalhos. Os deputados governistas, porém, possuem a maioria dos votos.

A importância do Nióbio

 O Nióbio, um dos metais mais resistentes à corrosão e variações de temperaturas externas, é utilizado para dar liga na fabricação de aços especiais. Ele é considerado fundamental para a indústria de alta tecnologia e é empregado na construção civil, indústria mecânica, aeroespacial, naval, automobilística e nuclear, entre outras.


O metal pode ser encontrado em diversos países, mas 98% das reservas conhecidas no mundo estão no Brasil. As maiores jazidas brasileiras se encontram, respectivamente, em Minas Gerais (75%), Amazonas (21%) e Goiás (3%).


Tal abundância desperta a cobiça de grandes empresas e siderúrgicas, que enxergam na exploração e venda do metal a possibilidade de elevação de lucros.

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