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Estudo de viabilidade sobre o Plano Estratégico Ferroviário de Minas é concluído

A análise sobre os projetos que compõem o Plano Estratégico Ferroviário de Minas Gerais (PEF), lançado em 2019, com base no relatório da Comissão Pró-Ferrovias presidida pelo Deputado Estadual João Leite, foi concluída pela Fundação Dom Cabral (FDC) após dois anos de estudos. O diagnóstico de viabilidade técnico-econômica sobre o PEF revela quais as propostas devem ser priorizadas no processo de implantação ou reativação de estruturas ferroviárias no Estado, seja pela iniciativa privada, organizações sociais e poder público. O documento foi entregue, em solenidade realizada no dia 12/07, na Cidade Administrativa, ao Governador Romeu Zema, que o colocará à disposição de empreendedores do setor. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e o Deputado Estadual João Leite, entre outras autoridades, participaram da apresentação.

O PEF faz parte de um amplo planejamento para o desenvolvimento ferroviário em Minas a partir de um conjunto de projetos de transporte de cargas e de passageiros. O Estado conta com uma malha ferroviária de aproximadamente cinco mil quilômetros, atravessando cerca de 180 municípios mineiros, e está em uma posição estratégica para o escoamento de produtos até os portos. A estimativa é que com a recuperação do modal seja gerado 373 mil postos de trabalho no futuro. “O Plano considera as características produtivas de cada região e as condições das linhas a serem disponibilizadas para novos operadores. Este estudo é extremamente importante para nortear todas as iniciativas de implantação e operação dos trechos de ferrovias abandonados pelas

antigas concessionárias. Temos 1.500 quilômetros de linhas desativadas que poderão ser aproveitadas em novos negócios e, consequentemente, gerar emprego e renda para o povo mineiro”,

afirma o Deputado Estadual João Leite. O parlamentar é o autor da Emenda Constitucional nº 105/2020 que deu autoridade ao Governo do Estado para criar as Short Lines, que permite o aproveitamento de ferrovias abandonadas e ainda a construção de novas linhas pelo empreendedor privado de uma forma desburocratizada.

De acordo com Romeu Zema, é a primeira vez na história do Estado que é feito um estudo com este elevado nível de detalhamento. “Vale lembrar que nenhum país da América Latina tem um plano ferroviário como o nosso”, explicou o Governador. O ministro Tarcísio Gomes de Freitas, destacou o pioneirismo de Minas, que por meio de iniciativa da Assembleia Legislativa, criou a Comissão de Ferrovias, alavancado esse importante modal para contribuir com o desenvolvimento econômico do Estado.

Ele classificou o momento como favorável para a promoção de debates sobre o PEF, já que ferrovias como a MRS e a VLI estão discutindo investimentos.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais anunciou, recentemente, que vai reativar sua Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras. A destinação de recursos para o modal ferroviário, advindos do acordo da Vale e da renovação antecipada de concessões ferroviárias, devem pautar os debates da comissão a partir do próximo mês.

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