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Nunca antes na história do país

Uma das características dos governos petistas é o grande investimento no marketing. Sempre realizam muito menos do que propalam aos quatro ventos. Os governos Lula foram fortemente marcados pela frase “nunca antes na história do Brasil…” normalmente seguida por alguma informação inverossímil. 

A era PT começou com forte propaganda institucional, utilizando um bilionário orçamento do Tesouro Nacional, Petrobras, Caixa Federal, Banco do Brasil, Correios, Eletrobras etc. Os gastos médios anuais totalizam R$2,3 bilhões.

Na medida em que a verdadeira face do partido se explicitava, o marketing foi se tornando menos eficaz e mais inócuo: Celso Daniel, Waldomiro Diniz, Correios, Mensalão, Fundos de Pensão, Cartões Corporativos, BNDES, Gamecorp, Erenice Guerra, Esopo, Zelote, Lava-Jato, Pixuleco, são tantos os casos de corrupção a surpreender a sociedade brasileira que aí sim, a frase ganha consistência.

Coroando o ineditismo na história do país, nunca antes na história do Brasil um governo havia projetado um orçamento deficitário.

O Orçamento de 2016 foi enviado pelo governo federal ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), na última segunda-feira de agosto. O que Calheiros considerou como “mais realista” é, na verdade, um rombo de 30,5 bilhões de reais, equivalente a 0,5% do PIB brasileiro. O documento ainda informou o crescimento de apenas 0,2% para a economia e o aumento de 5,4% na inflação. 

A crise é muito grave. E a criatividade do Governo se restringe a criação de impostos. Várias alíquotas foram reajustadas, os financiamentos encareceram e uma tentativa de retornar com a CPMF foi engendrada. 

O motivo são os enormes gastos com a máquina pública, já denunciados na campanha presidencial de 2014 pelo senador Aécio Neves. Uma máquina pública inchada que, em 2016, aumentará suas despesas para 960,2 bilhões de reais. São gastos divididos em Previdência, Saúde, Educação e folha de pagamento de funcionários. A necessidade de uma revisão nas despesas é evidente.

Como qualquer corte nos gastos obrigatórios da União precisa ser enviado ao Congresso Nacional para aprovação, o que envolve tempo e grandes discussões, o Brasil é submetido a situações como a má recepção por parte de investidores e agências de  classificação de riscos e a possível perda de grau de investimento, por exemplo, que significa a perda da “confiança” de investidores no país e na sua capacidade de “bom pagador”, o que acarreta, entre outras consequências, a alta do dólar, que se encontra em uma crescente permanente.

A insistência em manter a máquina do governo da forma em que ela se encontra, atualmente, é errônea e preocupante. Os números astronômicos vindos de suas despesas influenciam cada vez mais na economia e, consequentemente, no dia a dia do cidadão brasileiro. É necessária, especialmente em tempos de crise, a mudança de postura do governo para que, mesmo a longo prazo, apresente um mecanismo mais eficiente e, salvo as devidas proporções, econômico.

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