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Operação Acrônimo compromete reforma administrativa

Os deputados do bloco Verdade e Coerência, que fazem oposição ao governador Fernando Pimentel (PT), na Assembleia Legislativa, anunciaram hoje que vão obstruir a reforma administrativa que o governador encaminhou à Assembleia. Para os oposicionistas, o envolvimento de Pimentel na Operação Acrônimo tira dele a autoridade moral para propor as reformas apresentadas.

A Acrônimo é uma investigação da Polícia Federal que identificou o pagamento de propina de empresas para Benedito de Oliveira, o Bené, amigo íntimo de Pimentel, com o objetivo de obter benefícios fiscais junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), órgão que foi chefiado pelo petista entre 2011 e 2014. Estima-se que o governador mineiro recebeu R$10 milhões de suborno para facilitar o pagamento de tributos da montadora Caoa, que representa a Hyundai no Brasil.

Para os deputados oposicionista a reforma administrativa é um ardil para tentar “blindar” as pessoas passíveis de serem alcançadas pela investigação da Polícia Federal. Entre os 14 projetos a serem votados pelos deputados mineiros, chamaram a atenção do bloco: a não redução do custeio administrativo, a criação de 3 secretarias especiais, extinção da ouvidoria, redução da competência da Advocacia-Geral do Estado podendo o Estado contratar advogados não concursados.

O bloco oposicionista, no cumprimento de seu dever constitucional de fiscalizar os atos governamentais, denunciou à Procuradoria-Geral República atos de improbidade administrativa de Pimentel visando se proteger de uma iminente ordem judicial de prisão: condecoração de 25 desembargadores com a medalha da Inconfidência, nomeação do superintendente da Polícia Federal para a Secretaria de Defesa Social, criação de uma área de segurança no entorno de sua pessoa com um raio de 500 metros, reforço da segurança pessoal com policiais do Batalhão de Choque, elevação da Codemig ao status de secretaria dando foro privilegiado ao seu presidente, Mauro Borges, que sucedeu Pimentel no MDIC.

O deputado João Leite ressalta que o governador teve um ano para apresentar a reforma administrativa, só agora, em que ele foi denunciado por quatro crimes, e sua esposa também está sendo investigada por lavagem de dinheiro, medidas esdruxulas têm sido tomadas pelo petista, sem qualquer preocupação de atender às muitas necessidades da população mineira.

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