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Prefeitos ameaçam romper contrato com a Copasa

Foi realizada, no último dia 25, audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, na ALMG, em que prefeitos de várias cidades de Minas Gerais ameaçaram romper contrato com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por falta de comprometimento da empresa com os serviços prestados.

De acordo com Walker Américo Oliveira, prefeito de São Sebastião do Paraíso, apenas cinquenta por cento do esgoto da cidade é tratado, mas, mesmo assim, o serviço é cobrado integralmente. “A empresa ainda deixa despesas porque corta várias ruas para realizar o serviço e não arruma da melhor forma”, disse.

Já em Bom Despacho, o prefeito Fernando José Castro Cabral queixou-se da demora para a conclusão da obra para o tratamento do esgoto, que está atrasada há sete anos. “Vinte e cinco por cento do esgoto do município é lançado no rio. Estamos causando um problema ambiental sério na cidade vizinha de Martinho Campos, que precisa tratá-lo a um custo alto”, relatou.

Já na cidade de Extrema, o prefeito João Batista Silva relatou que a população ficou sem água em todos os feriados deste ano. “Já tomei minha decisão. Temos que partir para o enfrentamento, com o apoio da justiça e da população”, afirmou.

O deputado João Leite, membro efetivo da Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, salientou que a Copasa comete grandes desperdícios na captação da água, além de causar poluição. Para o deputado, a presença da atual presidente da Companhia teria sido fundamental para as discussões da audiência pública. “Temos que convocar a presidente para resolver esta situação”, disse.

O diretor de Operação da Copasa, Gilson Queiroz, afirmou que a empresa trabalha para resolver os problemas citados. Para ele, a gestão anterior contribuiu para a atual situação. “Quando este governo assumiu, encontrou um passivo enorme em relação a compromissos assumidos, além de caixa vazio”, argumentou.

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