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Sem ferrovias, Minas perde competitividade

Preocupado com a estrutura de transporte intermodal do Brasil que está defasada em 50 anos, o deputado João Leite solicitou uma audiência pública para discutir o cenário. Minas Gerais está perdendo competitividade dentro do próprio País. O alerta foi feito pelo diretor executivo da YKS e consultor do Banco Mundial Carlos Eduardo Orsini Nunes de Lima.

Engenheiro de minas e metalurgia, tendo desenvolvido projetos de logística para empresas como Vale e MBR, o especialista participou de audiência pública da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), solicitada pelo presidente, deputado João Leite (PSDB). Carlos Eduardo disse ser impossível estabelecer qualquer meta de competitividade nacional ou internacional sem que haja uma infraestrutura de transportes centrada na integração dos diversos modais.

Como exemplo, destacou que desde 1º de junho o Estado começou a perder sua liderança na produção de minério de ferro para o Pará. “A mineração sustentável está ligada à ferrovia. Minas entrou num ciclo de perda, inclusive de sua identidade”, alertou o consultor, marcando posição contrária à valorização de minerodutos no Estado, em detrimento de um transporte ferroviário eficiente.

O consultor apresentou, ainda, dados do Banco Mundial mostrando que a densidade ferroviária do Brasil é baixíssima em relação à de outros países. O índice leva em conta a extensão férrea em quilômetros em relação à área considerada. Enquanto o Brasil tinha em 2010 uma densidade ferroviária de 3,5, França tinha um índice de 64; os Estados Unidos, de 31; e países mais próximos, como a Argentina, de 12,3.

O presidente da comissão, João Leite, creditou o cenário exposto à impunidade das concessionárias, que não estariam sendo responsabilizadas pelo abandono de linhas e pela falta de investimentos no modal.

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